terça-feira, 5 de abril de 2016

É mais fácil julgar do que aceitar?


Todos os dias assisto a situações de descriminação entre as pessoas por coisas mínimas.
Só porque ouvem outro tipo de música, programas de televisão diferentes, um clube de futebol diferente  ou têm outro tipo de atividades diferente são automaticamente julgadas. Julgadas pelo que gostam, pelo que são, e por assim serem felizes.

Porque é que as pessoas haveriam de ser todas iguais?  Porque é que a diferença incomoda muita gente?

São perguntas que provavelmente quem julga nunca as pensou realmente. Julga só porque sim, porque é o que vê o resto da sociedade a fazer. Não se dão conta que funcionam como os rebanhos, por onde um vai os outros vão todos atrás, parece que não têm pensamento próprio.

Está errado, o ser humano tem muito mais capacidades que isso, se a ciência avança tão  rápido, porque é que a mentalidade continua presa no século passado?

As pessoas deviam se concentrar na sua própria vida, no seu ser, em vez de se concentrarem na dos outros. Tentam arranjar defeitos em tudo o que não é seu, e assim se forma esta discriminação pelo que não é igual, o ideal das pessoas é ser igual a elas mesmas, para elas, elas são sempre o ser perfeito.

Mas falo do “rebanho”, mas quem está fora dele acaba por pensar da mesma forma: a diferença é o que está correto, e quem é igual aos outros é o ser inferior. E vivemos neste ciclo  de julgamentos onde os iguais julgam os outros por serem diferentes, e os diferentes julgam os outros por serem iguais.

Ambos agem da mesma forma errada, se deixassem os julgamentos de parte e estivessem  mais abertos para conhecer o que os outros são em vez de criar logo aquela barreira de interesses, talvez não houvesse tantas guerras, pessoas a sentirem se de parte e até mesmo suicídios. Seriamos todos mais felizes.
 Todos queremos ser aceites pelo que somos, então porque não aceitamos os outros?

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